Ter um Deus dentro de si deveria ser a medida de equalização da humanidade

Mulheres que morreram queimadas por se rebelar contra o serviço escravo em 1857, dando origem ao dia internacional da mulher.

Meninas e meninos,
 
Já ouviram a palavra entusiasmo muitas vezes, mas sabem seu verdadeiro siginificado? 
 
Esta palavra vem do grego e significa “ter um Deus dentro de si”, e para os gregos, que eram politeístas, era uma pessoa entusiasmada, aquela que “possuída” por um dos deuses e, por causa disso, poderia transformar a natureza e fazer as coisas acontecerem. 
 
Assim vejo o cotidiano de muitas pessoas quando me deparo com aqueles que “fazem” acontecer, na gastronomia, nos vinhos, na política, no dia-a-dia, enfim, e na qual me incluo, sem falsa modéstia quando o assunto é enogastronomia, vinhos, cozinha, turismo ligados aos dois citados. 
 
Continuando com os gregos se a pessoa fosse entusiasmada por Ceres, deusa da agricultura, esta seria capaz de fazer acontecer a melhor colheita, e assim por diante, pois somente as pessoas entusiasmadas eram capazes de vencer os desafios do cotidiano. 
 
Pessoas que conheço, e espero conhecer muitas mais, com o entusiasmo citado, como os amigos Renato Sebastiani, Oscar Páez, Juan Carrau Bonomi e seus vinhos Velho do Museu; Carlos Cabral e a paixão pelos vinhos do Porto; Don Miguel Torres com sua eterna jovialidade. 
 
Para apenas citar alguns dos muitos amigos enólogos entusiasmados que conheço no Chile como Felipe Tosso, Sergio Hormazabal, Mario Geisse e no Brasil os enólogos Alejandro Cardoso, Irineo Dall’Agnol, Luís Henrique Zanini. Não posso e não devo ficar aqui citando os amigos enólogos porque não caberiam na lista e fatalmente me esqueceria de muitos, o que é injusto, pois deles me considero amigo, e igualmente entusiasmados, e muito menos todas as pessoas entusiasmadas que conheci e conheci, como minha mãe, que à beira de falecer, dizia estar melhorando, que iria ao casamento da neta, apesar da debilidade do câncer e das dores, sempre entusiasmada com a vida. 
 
Continuando, se formos esperar pelas condições ideais primeiro, para depois nos entusiasmarmos, jamais iremos atingir o entusiasmo necessário, pois entusiasmada é a pessoa que acredita em si, acredita nos outros, e com isto acredita na força que as pessoas têm de transformar o mundo e a própria realidade. 
 
Não é o sucesso que traz o entusiasmo, mas o contrário, o entusiasmo é que traz o sucesso, em qualquer área, e este não depende de quanto dinheiro ganhe com sua atividade, são coisas distintas, em que pese quase sempre, um estar ligado ao outro. 
 
Como vai o seu entusiasmo pelo Brasil, pelo curso, pelo seu emprego, pela sua família, pelo seu sucesso e pelo sucesso de seus amigos? 
 
Vejo o momento político, e acredito que sem entusiasmo, nada ocorrerá, e se você é daqueles que acha impossível entusiasmar-se com as condições atuais, acredite; jamais sairá dessa situação. 
 
Muita gente confunde otimismo com entusiasmo. A pessoa entusiasmada é aquela que acredita na sua capacidade de transformar as coisas, de fazer dar certo, otimismo significa acreditar que uma coisa vá dar certo. 
 
É preciso acreditar em você, acreditar em sua capacidade de vencer, de construir o sucesso, de transformar a realidade, como acredito que eu possa e vá, mesmo que demore, afinal, já deixei de ser engenheiro para virar vinho, que não é nada fácil. 
 
Muito deste texto é devido à Martins Filho, L.A. Socorro, preciso de motivação, São Paulo, Ed. Aba, 1997. 
 
Até o próximo brinde! 
 
Álvaro Cézar Galvão
http://www.divinoguia.com.br

V Concurso Internacional de Vinhos do Brasil

A Copa do Mundo dos Vinhos do Brasil é nossa!!



 


 


A noite de 08 de julho de 2010, no Salão Nobre do imponente Spa do Vinho, no Vale dos Vinhedos será inesquecível!


Após 3 dias de degustação às cegas de 457 amostras de vinhos, por uma equipe de degustadores nacionais e internacionais, foram revelados os 30% melhores do V Concurso Internacional de Vinhos do Brasil, conforme normas internacionais da OIV.


A expectativa era grande devido ao elevado número de amostras, onde 15 países concorreram com o que de melhor apresentaram.


Para grande surpresa, a ESTRELAS DO BRASIL com o vinho DALL’AGNOL SUPERIORE 2005 foi a distinção máxima da noite. Na história do vinho brasileiro jamais um vinho  tinha  obtido tal reconhecimento. Após mais de 2099 amostras, totalizadas nos 5 concursos internacionais do Brasil, pela primeira vez a Grande Medalha de Ouro foi concedida.


É um orgulho para nós sustentar tamanho reconhecimento e provar mais uma vez que o Brasil pode e poderá elaborar grandes vinhos.


O foco da Estrelas do Brasil está na elaboração de espumantes diferenciados, especialmente, em safras excepcionais como a de 2005, considerada a melhor de todos os tempos, elaboramos lotes limitados de vinhos tranquilos, como foi o caso do DALL’AGNOL SUPERIORE 2005.  A Estrelas do Brasil disponibilizará um lote de apenas 1000 garrafas aos apreciadores que desejarem provar  este “presente” particular,  resultado da nossa filosofia harmonizada com a natureza da Serra Gaúcha.


Para abrilhantar esta grande conquista, obtivemos ainda neste concurso, Medalha de Ouro para o Espumante Estrelas do Brasil Brut Charmat e Medalha de Prata para o Espumante Estrelas do Brasil Brut Champenoise.


 


Um brinde a todos que admiram e apoiam o nosso trabalho!


Irineo Dall’Agnol e Alejandro Cardozo


 


 


Más que oro liquido, oro tinto: merecedor de Gran Medalla de Oro



 


Texto: Sommelier Daniel Arraspide, Foto: Gentileza Estrelas do Brasil

Nombre Comercial: Dall’Agnol Superiore
Variedad: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Tannat
Cosecha: 2005
Alc. Vol.: 14 %
Enólogos: Alejandro Cardozo / Irineo Dall’Agnol
Productor: Estrelas do Brasil Comércio de Vinho, Faria Lemos / Bento Gonçalves (RS) – Brasil


Cuando el enólogo Cleber Andrade – poniendo cierta expectativa y grado de nerviosismo – anunció la premiación, nadie esperaba (ni siquiera sus propios hacedores) que esa Gran Medalla de Oro quedara en manos de productores de un vino tinto brasilero.
        


Mas así ocurrió, y el público reunido este pasado 8 de julio en el Salão Nobre del Hotel & SPA do Vinho Caudalie del Vale dos Vinhedos, día marcado para la entrega de los premios del V Concurso internacional de Vinhos do Brasil, aplaudió merecidamente el esfuerzo de los grande enólogos – socios de un emprendimiento aún nuevo – propietarios de la empresa Estrelas do Brasil.
        


Conozco a Alejandro Cardozo (uruguayo) desde hace unos años, y si mal no recuerdo, creo que nunca lo había visto tan feliz. Lo mismo de Irineo Dall‘Agnol, con quien he tenido menos trato, pero de igual forma, esa noche se mostraba reconfortado. Hacia pocas horas que habíamos estado charlando con él acerca de la lenta marcha que muestran productos de alta gama y calidad en el mercado brasilero. Sin embargo, este reconocimiento, no hace otra cosa que reafirmar que el camino trazado, es sin lugar a dudas el correcto.


 También recuerdo el momento en que Alejandro, en una cena en su casa, hace no más de tres meses, luego de compartir un excelente Borgoña tinto, sirvió aquel caldo – que sin ver su etiqueta, ni conocer su procedencia – nos impresionó tanto que hizo volar nuestra imaginación a los países productores de renombre del viejo mundo. Luego, comprobamos que se trataba de aquel vino, el mismo que recibía esta Gran Medalla poco tiempo después.
     


Se trata de un caldo de color profundo, con reflejos violáceos vibrantes. En la copa se muestra denso y con lágrimas que tiñen las paredes del cristal, descendiendo lentamente en forma de lágrimas. Su aroma, una mezcla de fruta roja muy madura, en total armonía con especias hace tan placentera la etapa olfativa que invita a repetir varias veces la experiencia. Ya en boca, se muestra musculoso, de gran cuerpo, taninos dulces, y repitiendo notas de uvas pasas, fruta roja, mermelada, té negro, tabaco, pimienta y aceitunas negras. Persistente y largo en el paladar, mostrando una aptitud excelente para su buena guarda y envejecimiento.


Lamentablemente, les tengo que dar una mala noticia: este vino se produjo en cantidad limitada, solo 1000 botellas fueron elaboradas. Así que si siente voluntad de probarlo, no pierda el tiempo !


Ideal cuando es servido a temperatura en el entorno de los 17 – 18 grados.


MARIDAJE: Lechón asado perfumado de hierbas aromáticas con rissoto de fungi.

Rota Cantinas Históricas

       


27/12/2011 | N° 11253


CAIXA-FORTE | SILVANA TOAZZA/ PIONEIRO


 


·         FÉRIAS: TEMPO DE PASSEAR PELA SERRA



Muita gente já entrou no merecido período de férias. As opções prediletas dos serranos costumam ser veranear no litoral gaúcho e catarinense, conhecer as belezas naturais do Nordeste do país ou então apostar em passeios internacionais para os parques temáticos de Orlando (Estados Unidos), para a Europa ou para os vizinhos Buenos Aires (Argentina) e Montevidéu (Uruguai).

Mas nem todas as famílias possuem um orçamento que comporta roteiros ousados. Então, por que não aproveitar o tempo livre e se aventurar por passeios interessantes no próprio “quintal”?

Há turistas de todo o país e até do Exterior que baixam na região para conhecer roteiros que mesclam cultura italiana, produção de vinhos e farta gastronomia. Entre eles estão o Vale dos Vinhedos e os Caminhos de Pedra. Mas eles não são os únicos. Só em Bento Gonçalves existem seis roteiros turísticos, incluindo a recém-apresentada Rota Cantinas Históricas (foto MonteVino Espumantes Estrelas do Brasil), formada inicialmente por oito associados do distrito de Faria Lemos, tendo o enoturismo e o turismo rural como apelos. Para ganhar força entre as atrações de Bento, o roteiro busca intensificar a parceria com o Vale do Rio das Antas.

A Rota Cantinas Históricas é privilegiada pelas belas paisagens e por oferecer produtos exclusivos em suas vinícolas, vista deslumbrante do Mirante do Campanário e cantina com apresentações artísticas. A Associação Caminhos de Faria Lemos tem consciência, porém, que há pedras no caminho: luta para conseguir o asfaltamento da estrada que liga o distrito ao Vale dos Vinhedos, passando pelo Vale Aurora, além de padronizar a sinalização turística do roteiro.

– A cultura do vinho é muito mais do que está na taça. Todo o entorno move a curiosidade, promovendo novas experiências – define o coordenador da Rota Cantinas Históricas, Anderson de Césaro.

***

Essa é apenas uma entre tantas opções de diversão aos olhos e ao paladar na Serra. É preciso valorizar e propagar o que temos de bom.


 



 


Aconteceu nos dias 20 e 21 de novembro em Gramado no Serra Park, o 21o. Festival de Turismo, uma das grandes feiras de negócios turísticos da América Latina. O Festival do Turismo de Gramado reúne, no sul do Brasil, uma significativa amostragem do produto turístico mundial.

      O Festival do Turismo figura ao lado dos mais importantes eventos do setor. É a feira de negócios de resultados mais efetivos para o trade brasileiro e sul-americano. Em dois dias de intensa atividade, o Festival de Gramado propicia o clima ideal para a concretização de negócios e parcerias que geram sólidos resultados durante todo o ano. 

     O Festival é uma vitrine privilegiada para 2.600 marcas. Voltado exclusivamente a profissionais do trade turístico, recebe empresas, representações oficiais e profissionais com poder de decisão de mais de 50 países no moderno Centro de Feiras e Eventos Serra Park. Por seus corredores circulam mais de 13 mil profissionais do trade.

      O Congresso do Festival do Turismo de Gramado que ocorre juntamente, antecipa o que será tendência no mercado e discute os rumos da atividade turística. 


      Neste evento, aconteceu o lançamento do roteiro turísico – Cantinas Históricas, Memórias do Saber –  onde está incluido a visitação ao Monte Vino e Espumantes Estrelas do Brasil, com a exuberante vista dos vinhedos da Familia Dall’Agnol em Faria Lemos. Para os que apreciam reter imagens através de filmagens e fotografias, as encostas ensolaradas, com seu mosaico de cores é uma escolha de encher os olhos e elevar o espírito.


      Seja bem vindo a mais esta atração turística de Bento Gonçalves! Venha brindar com Estrelas do Brasil!!!


Para conhecer mais, acesse: http://www.cantinashistoricas.com.br/


 


Irineo Dall’Agnol e Alejandro Cardozo

ESTRELAS DO BRASIL, INOVAÇÃO NA SERRA GAÚCHA

Muito me interessam os pequenos produtores, os que tem história para contar, os que amam o que fazem, os inconformados e os que fazem do vinho um psiquiatra de si mesmo, como diz Patrício Tapia.
Trabalhar em uma indústria poderosa como a do vinho e não render-se a apelos comerciais já é uma vitória, mas penso também que não é uma opção pensada, ela simplesmente é porque seus atores não fariam de outra forma. Não contrariar seus princípios lhes dá uma liberdade que os outros não tem e nós consumidores ganhamos com a diversidade, com o caos encantador e com a surpresa.
Visitei o projeto Estrelas do Brasil pela primeira vez em fevereiro de 2012, e conversei com o Irineo Dall’ Agnol, à época cheio de projetos e idéias para seu empreendimento.
 
 
No Natal de 2014 retorno e tenho uma grata surpresa, com novos vinhos, espumantes e muitas idéias postas em prática!
Adquiri os produtos pensando mesmo em postar no blog, algo que tenho feito pouco nos últimos tempos por absoluta falta de tempo. Vou atualizando aqui à medida que for provando os vinhos.
 
Vamos a eles:
 
 
Estrelas do Brasil Brut 2010
Produzido com Pinot Noir, Chardonnay, Viognier e Riesling Itálico pelo Método Tradicional.
Visual: de cor amarelo-palha, perlage fina e persistente.
Aromas de leveduras, mel, côco e cítricos.
Em boca é cremoso, persistente, elegante.
Grad. álcool a 12,5% Vol.
Um espumante ao nível dos melhores em sua faixa de preço, belo representante nacional.
Preço: 60 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 16/01/2015
 
 
 
 
 
 
 
Estrelas do Brasil Brut 2007
Produzido com Pinot Noir, Chardonnay, Viognier e Riesling Itálico pelo Método Tradicional.
Visual: com bonita cor amarelo dourado, denotando evolução, perlage fina e persistente.
Aromas de leveduras, pão torrado.
Em boca tem muito boa cremosidade, potente e com boa persistência.

Este 2007 pareceu-me mais um Nature do que um Brut, sendo mais gastronômico do que o 2010. O 2010, descrito acima, é mais delicado, acho que também por conta de sua jovialidade, tendo uma maior riqueza de aromas.

O 2007 também é um belo produto.
Grad. álcool a 12,5% Vol.
Preço: 60 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 17/01/2015

Este descrito abaixo eu comprei porque o Irineo recomendou muito, mas a lembrança de um espumante tinto de Bonarda comprado na Vinícola Família Zuccardi em Mendoza, um dos piores vinhos que já provei, ainda me atormentava.

 


Estrelas do Brasil Nature Negro

Produzido com Merlot pelo método Tradicional.
De cor rubi, aromas a frutos vermelhos típicos da casta, e também algum aroma de panificação.
Em boca é caloroso, poderoso e muito potente, confirmando os aromas, com algo de especiarias e um final longo. Um tinto encorpado efervescente, pois tem taninos e densidade de um tinto encorpado, com espuma delicada.
Para ser apreciado como um vinho tinto tranquilo, inclusive na harmonização. Melhora muito com a comida, penso ser um vinho indissociável de um bom prato com o mesmo peso, carne vermelha como churrasco, e no site da vinícola sugerem feijoada e leitão assado.
Reconheço ser um vinho instigante, diferente e desafiador, mas não é minha preferência pessoal.
Grad. álcool a 12,5% Vol.
Preço: 40 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 16/01/2015 e 17/01/2015
 
 
Estrelas do Brasil Riesling Itálico
Produzido 100% com Riesling Itálico pelo método Charmat
Visual: de cor amarelo-verdoso, perlage fina e persistente.
Aromas delicados de pêssego e melão, e também frutas cítricas, característicos da variedade.
Em boca é cremoso, delicado, muito prazeroso.
Grad. álcool a 12,5% Vol.
Um espumante leve, diferente dos pesos-pesados aí de cima, ao nível dos melhores em sua faixa de preço. Excelente custo-benefício. Muito bom como entrada e para esses nossos dias de calor extremo.
Preço: 30 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 10/01/2015
 
 
 
 
 
 
 
Edição Especial Fume Blanc 2014
Produzido 100% com Sauvignon Blanc
Estagia por 6 meses em barricas de carvalho americano de segundo e terceiro uso. Álcool a 13%
Visual: de cor amarelo-palha, límpido, pernas finas e rápidas.
Aromas minerais, suaves, com notas de infusão e delicado floral.
Em boca é elegante, suavizado pelo carvalho na medida, com uma nota mineral intensa que preenche o palato. Muito bom.
Um vinho que é perfeito para nosso verão, possivelmente harmonize muito bem com frutos do mar e comida asiática e é ridiculamente barato para um vinho dessa qualidade. Uma alternativa aos caríssimos Riesling alemães e aos com excessiva passagem por carvalho do Novo Mundo.
Preço: 35 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 21/02/2015
Dall’ Agnol DMD 2005
Produzido 100% com Cabernet Sauvignon
Um vinho para ser decantado por no mínimo 10 horas? Tive que provar.
Álcool a 13%
Visual: rubi com halo cor de tijolo, lágrimas lentas e grossas.
Aromas terrosos, de chá preto, tabaco e couro, vinoso.
Em boca é gordo, generoso, com sapidez e dulçor concomitantes, rico, prazeroso, que realmente lembra o Amarone. Muito boa persistência.
Um vinho diferente e que melhora muito com o decanter. Imprescindível decantá-lo para a apreciação correta do vinho e de suas qualidades.
Uma das melhores expressões que a Cabernet Sauvignon pode ter no terroir da Serra Gaúcha, a meu ver, e em minha experiência. Tudo o que se espera de um bom tinto estruturado.
De pequena produção, apenas 2.800 garrafas (me arrependi por não ter adquirido mais do que uma).
Preço: 45 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 21/02/2015
 
Estrelas do Brasil Nature 2007
Produzido com Pinot Noir, Chardonnay, Viognier e Riesling Itálico pelo Método Tradicional.
Estrela do Estrelas, seu vinho mais premiado.
Visual: de cor amarelo dourado, perlage fina e pouco persistente.
Aroma de amêndoas, mel, lima, e torrefação.
Em boca é que está o diferencial deste espumante, pela cremosidade e grande persistência de sabores. Belo produto, também ao nível dos melhores em sua faixa de preço. Seco e gastronômico, mas preferi degustá-lo sem acompanhamentos. Um vôo solo.
Grad. álcool a 12,5% Vol.
Preço: 80 reais, adquirido na Vinícola.
Provado em 22/02/2015

Como o próprio Irineo mesmo diz, aprende-se com os vinhos e com a sua evolução. Não tenho dúvidas que eles estão aprendendo, assim como nós que provamos e que os acertos são muito maiores do que os erros. Que venham muito mais Estrelas do Brasil nos próximos anos.
E assim encerra a minha incursão pelo Estrelas, viva a diversidade e a coragem de experimentar!
Saúde!

FONTE:

Viagem à França

Viagem à França, uma imersão no mundo do vinho, uma experiência memorável, uma descoberta dos sentidos…..


A Confraria do Vinho de Bento Gonçalves aproveitou o verão europeu e a realização da Vinexpo em junho último e mais uma vez cumpriu com um dos seus objetivos que é de conhecer as principais regiões vitivinícolas do mundo. Assim, como já haviam feito em missões à Itália, Portugal, Argentina, Chile e Uruguai, desta vez, foram conhecer três das principais regiões vinícolas da França: Champagne, Borgonha e Bordeaux.


 A missão, deixou o Brasil e após 3 dias em Paris, conhecendo alguns dos mais visitados pontos turísticos da cidade luz, começou a incursão pelas 12 diferentes vinícolas, duas cooperativas e dois institutos de pesquisa e fomento, um museu e uma indústria de insumos da secular e mais tradicional do ramo no mundo.


 A constação dos confrades, entre eles enólogos, pesquisadores, donos de vinícolas e enófilos, é que o negócio do vinho na França distingue-se especialmente pela tradição, cultura, arte e história aliados à dedicação que beira a devoção pelo cultivo de videiras e elaboração de vinhos com rígido controle de qualidade e de origem. Somados a estes quesitos à tecnologia e aos conhecimentos que são agregados graças à pesquisa, conseguem produtos com alto valor agregado e de excelência reconhecidos em todo o mundo.


Os confrades puderam conhecer de perto o sistema de classificação dos vinhos de acordo com as regiões de delimitação. São 400 regiões de Appellations d’Origine Contrôlée, responsáveis  por 29% dos vinhos da França. Nestas áreas, um hectare de terra está avaliado em 1 milhão de euros. São 324 crus (subdivididos em 17 gran cru, 41 premiére cru e 259 cru. A classificação de cada vinho depende mais do seu terroir do que da safra, embora as grandes safras originem os vinhos millésime.


Além de conhecerem os grandes Champagnes, como a região de Reims – Epernay e Ay, que reúne 35 mil ha na produção controlada, verificaram in loco como funciona a denominação de origem: os vinhos espumantes produzidos fora da região de Champagne recebem a denominação de Vins de Mousseaux ou Cremants e perdem, infinitamente, em valor agregado e consequentemente em qualidade.


Em Borgonha, berço dos famosos Beaujolais, Gamay e Chablis encontramos excelentes vinhos brancos como o Chardonnay e roses leves e agradáveis que eram vistos com freqüência na mesa dos restaurantes saudando o verão que se iniciava.


Permanecemos em Beaune, um cidade simpática, que parece ter parado no tempo, onde os museus e lojas de antiguidades são uma homenagem ao vinho em cada esquina, desde a decoração dos postes de luz até o charmoso telhado das edificações. Isso sem falar das agradáveis feiras de produtos aos sábados pela manhã, onde pode-se adquirir de tudo desde os tradicionais pães, flores, frutas da época, frios, assados, especiarias, temperos e patês, numa aromática e deliciosa experiência pelo interior.


De Beaune fomos à Lyon, reconhecida pela excelência gastronômica, onde renomados chefs passaram por lá deixando seus aromas e sabores nos restaurantes simpáticos, pequenos e aconchegantes das pequenas ruelas entre imensas catedrais e casarões preservados.


 Em Bordeaux, outra importante região dos vinhos tintos dos famosos Sauvignon, Merlot e Petit Verdot, visitamos algumas cantinas e tivemos o privilégio de participar da Vinexpo, a mais importante feira do setor. Encontra-se vinhos do mundo todo, inclusive neste ano, pela primeira vez, os vinhos nacionais estavam presentes através da Wine from Brazil, com algumas vinícolas da serra, o que nos emocionou muito. Lá tem-se a oportunidade de provar produtos, conhecer tendências, participar de degustações como foi a de espumantes italianos da Lombardia e Piemonte com Dr. Martelli – DOC – Alta Langa e Oltrepó Pavese Seminar em que chama atenção os brut maturados com 36 a 48 meses na garrafa e os rosés – Pinot Noir – com cor rosa claro e com notas de frutas frescas como citrus. Cabe registrar o comentário emocionado de Martelli : « A avaliação de um vinho é como uma orquestra, onde todos os instrumentos devem estar em sintonia, de nada adiante descrevê-los individualmente se no final não resultar em perfeita harmonia. Harmonia que é um conjunto formado pelo ambiente, companhia e produto. »


 Ainda nesta região fomos a Saint Emilion, há 10 anos patrimônio histórico da Unesco, onde tudo deve se manter preservado, onde 100 km subterrâneo conservam em suas caves vinhos valiosos, não apenas pelo produto mas pela forma como elaboram, citando  o proprietário do Chateau Auseane : « Está contemplado que as pessoas que fazem o vinho devem estar de bem  para nao passar sentimentos negativos à bebida. O vinho é uma representação do estado de espírito do viticultor, sentimento do produtor, por isso nao se pode descrevê-lo apenas organolepticamente. »


Ainda em Bordeaux tivemos a emoção de visitar o Mosteiro onde « Os Jurados » da Confraria reuniam-se para celebrar a colheita e homenagear aqueles trabalhavam em honra ao vinho. O mosteiro é de emocionar e arrepiar pela agradável sensação e pela viagem no tempo. Compreender, entre os mosaicos e painéis o que estes jurados fizeram e perceber a dimensão de continuar este louvor através das confrarias de fato emociona.


 «  Os “jurados” de hoje, como aqueles de antigamente, permanecem guardiões de uma grande tradição, aquela do vinhedo de Saint Émilion”.


 «  Existe aqui uma terra milagrosa que oferece a todos frutos de infinita nobreza. O vinho nos congrega, nos une, e sem mais esperar, paladares juntam-se a instantes de felicidade e amizade que sozinhas as pedras, o imaginário e o vinho sabem proporcionar”.


Na avaliação do grupo, a viagem agregou conhecimentos e confirmou impressões adquiridas em estudos e relatos: fomos bem recebidos, de forma educada e cortês, e podemos tirar proveito pessoal desta maravilhosa viagem. Outra constatação é de que podemos nos dar conta de que temos aprendido muito nesta que é a arte de elaborar vinhos e espumantes diferenciados, respeitando nossas características, e que em termos de qualidade, podemos nos orgulhar com o que estamos oferecendo ao mundo, e isso parece que internacionalmente já está sendo reconhecido, basta aliarmos com sabedoria, cultura, tradição e história à pesquisa, tecnologia e inovação.


Bem, “au revoir” França! Ou, até nosso próximo roteiro enogastronômico, Confraria do Vinho!!!


Conheça as empresas visitadas, e acesse as fotos para conferir as imagens da nossa viagem!


Região de Reims ( champagne)


*      Moet Chandon
*      Bollinger
*      Ayala
*      Institut International dês Vins de Champagne
*      Pommery
*      Cooperativa Nicolas Feuillatte
*      Lanson 


Borgonha ( Beaune)
*      Museu do Vinho
*      Patriarche
*      Bouchard
*      Loron 


Bordeaux
*      Vinexpo
*      Laffort
*      Talbot
*      Palmer Linch Bages
*      Mosteiro da Confraria
*      Chateau Auseane
*      União de Produtores de Saint Emillion
*      Ballestard La Tonelle
*      Instituto de Ciência da Vinha e do Vinho 

Universo dos Vinhos

Apreciando uma Paisagem Paradisíaca, Conheci a Estrelas do Brasil.


por Tiago Bulla


 


 


 



 


 


Amigos, desde que criei o blog, poucas vezes tive uma sensação tão agradável ao visitar uma vinícola como tive ao conhecer o fabuloso empreendimento do competente enólogo Irineo Dall’Agnol: a Estrelas do Brasil – um projeto  dedicado especialmente à produção de espumantes artesanais, localizada em Faria Lemos.


 


Ao chegar à vinícola, somos agraciados com uma paisagem maravilhosa, possivelmente uma das mais belas vistas do Rio Grande do Sul – não há frase ou fotografia capaz de expressar tão bem a riqueza da paisagem. É neste belo local que Irineo está construindo a Estrelas do Brasil; o varejo da vinícola deverá estar pronto em breve para poder receber os visitantes e oferecer os espumantes à venda. Aliás, esta é uma das muitas inovações e conceitos da vinícola: a venda direta ao consumidor, no “quilômetro zero”. Todos os produtos da Estrelas do Brasil são comercializados exclusivamente na propriedade ou pela internet, via encomenda.


 


Mas não pára por aí. Leveduras encapsuladas, plantio de vinhedos em latada e produção de espumantes Brut através de uma única fermentação são mais alguns dos vários preceitos e inovações deste visionário enólogo, que nos deu a honra de brindarmos com seus belos espumantes. Entre eles, um  belo Nature rosé, – simplesmente apaixonante – um excelente Brut com passagem por madeira e um surpreendente Riesling, elaborado a partir de fermentação única. Espumantes com personalidade, elegância e riqueza ímpar de aromas e sabores – todos com produção limitada, alguns não passando de 1.000 garrafas produzidas. Uma alegria para o consumidor que preza pela qualidade.


 


Além dos espumantes, Irineo também elabora vinhos; entre eles, um Cabernet Sauvignon da safra 2005, elaborado por um método pioneiro: a Dupla Maturação Direcionada (DMD); uma técnica inovadora onde as uvas maturam por uma segunda vez, no próprio vinhedo, após ter ocorrido o corte dos ramos que sustentam os cachos. No contra-rótulo deste vinho, uma indicação inusitada: decantação por 10 horas! Estou com minha garrafa aqui em casa e garanto-lhes que cumprirei a regra à risca, como o próprio Irineo assim me instruiu. Além deste tinto, está prevista também a elaboração de um Riesling através deste mesmo método, que será um vinho de sobremesa. Ansiosamente, aguardaremos.


 


A vocês amigos que, como eu, simplesmente são apaixonados por espumantes, posso lhes garantir que a visita foi proveitosa e memorável. Com Irineo passamos quase uma tarde inteira em um papo muito bacana e descontraído, junto com os amigos Orestes de Andrade Jr e Affonso Nunes. Diria que, juntamente com outros grandes nomes como Adolfo Lona, Márcio Brandelli e Idalêncio Angheben, Irineo Dall’Agnol foi um dos profissionais que tive a honra de conhecer e de sentir orgulho de ter recebido sua hospitalidade, a qual sou muito grato. É, este é o fabuloso Universo dos Vinhos, com suas  pessoas, profissionais, amizades, excelentes rótulos e agradáveis surpresas.


 


http://universodosvinhos.com/2012/11/24/apreciando-uma-paisagem-paradisiaca-conheci-a-estrelas-do-brasil/

Fenavinho Brasil 2009

Já dizia o poeta Olavo Bilac: “Ora(direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido, capaz de ouvir e de entender estrelas.”  



 


Não sei se o poeta Olavo Bilac teve como inspiração a bebida que Dom Perignon por acaso descobriu, no entanto, ele foi muito feliz ao nos mostrar que é preciso sensibilidade, paciência e despreendimento para conhecer o novo. O novo como são os produtos, vinhos e espumantes da serra gaúcha.


 Uma mostra disto pode-se conferir visitando a Fenavinho 2009, em Bento Gonçalves. Palco para mais de 90 produtores exibirem seus produtos, revelando suas diferenças, mas sobretudo a qualidade do vinho brasileiro. Vinho este que, se ainda carece de identidade, de uma imagem internacional própria ou de reconhecimento no mercado interno, tem surpreendido quem busca conhecer o que nossos produtores, vitivinicultores, enólogos e apaixonados por vinho estão fazendo.


 “Estrelas do Brasil” dos enólogos Irineo Dall”Agnol e Alejandro Cardozo é uma amostra disto. Elaborando espumantes diferenciados, com propostas ousadas estão surpreendendo na Fenavinho 2009. Com uma linha que contempla Prosseco, Brut Charmat, Moscatel, Brut Riesling Itálico, Brut Rose Champenoise (100% Pinot Noir) e Brut Champenoise, mostra toda a diversidade e o potencial para espumantes desta região, que já vem sendo reconhecida mundialmente.


Aqui fica um convite para que possas não só “ouvir” mas também “beber estrelas” como disse Dom Perignon.


Estrelas do Brasil espera  vocês até 24 de fevereiro de 2009 na Fenavinho!


 Eliani Lanzarini


AMAVI – Serra Gaúcha


Associação das Mulheres Amigas do Vinho

Estrelas do Brasil: grandes espumantes com luz própria!

 

Estrelas que brilham à luz do dia…

Se você ainda não ouviu falar sobre esses espumantes, descubra agora o que você está perdendo… Apesar de eventualmente produzir vinhos tintos, o grande brilho do projeto Estrelas do Brasil está em seus refinados espumantes, sobretudo nestes dois aqui citados: o Brut e Nature 2007, ambos elaborados pelo método tradicional ou champenoise.

 

O ambiente perfeito de degustação…

Iniciada em 2005 através da parceria entre dois enólogos, um brasileiro e outro uruguaio, a Estrelas do Brasil está localizada numa área privilegiada (principalmente pela vista) da Serra Gaúcha, no distrito de Faria Lemos, não muito distante de Bento Gonçalves, focada em elaborar espumantes de alta qualidade. Seu nome é uma singela homenagem ao dito atribuído ao monge Dom Pérignon que, no ano de 1670, disse: “estou provando estrelas”, diante da prova de seu primeiro champagne.

 

Um brinde a paisagem e ao vinho…

Assim que cheguei ao magnífico anfiteatro onde iríamos degustar os espumantes Estrelas do Brasil, me senti naquele piquenique do filme Sideways (se não lembra, basta ver a capa do DVD ou o cartaz do filme). O enólogo Irineo Dall’Agnol (o brasileiro da dupla) nos recebeu num clima absolutamente perfeito para uma degustação, à sombra de duas frondosas árvores, sentados em cadeiras rústicas ou mesmo na grama, diante de um visual que palavras são incapazes de descrever…

 

Prosecco e Brut 2007

Mas vamos aos espumantes, iniciamos com um delicado mas intensamente fresco Prosecco (veja na primeira imagem), cheio de vigor e com uma mousse incrivelmente abundante. Abriu os trabalhos com louvor. Em seguida, passamos para um dos mais sublimes espumantes nacionais que já degustei: o Brut  Champenoise 2007. Ele já se destaca pelo belo visual, levemente alaranjado (veja na foto abaixo) e uma perlage bem fina. No olfato, aromas complexos de passas brancas, fermento e castanhas assadas iam se esvaindo da taça com profusão. Chegando à boca, veio a confirmação da intensa complexidade oferecida pelas leveduras encapsuladas* por 48 meses na garrafa, trazendo um sabor fresco e cremoso, cheio da vivacidade que é a essência de um grande espumante. Realmente magnífico!

 

Estrelas do Brasil Brut Champenoise 2007

Antes de continuar a degustação, seguimos para um passeio no meio de seus vinhedos, podendo observar e ouvir as explanações de Irineo sobre as técnicas de manejo necessárias para lidar com as dificuldades de cultivo da Serra Gaúcha, especialmente a alta pluviosidade. No retorno à “sala de degustação”, mais uma bela surpresa, a versão Nature do champenoise 2007, muito semelhante ao Brut, mas com ainda mais frescor, fruto de sua quase absoluta ausência de açúcar residual. Outro espumante digno de figurar entre os melhores do Brasil. Para não ter dúvidas, levei garrafas dos dois para beber em outra ocasião.

 

Estrelas do Brasil Nature Champenoise 2007

Por razões que Irineo bem explica em seu site, só ali você vai encontrar os 9 tipos (e safras) de espumantes disponíveis para venda. Recomendo que você visite a página, leia um pouco mais sobre os diferenciais de seus espumantes e, se desejar (eu recomendo), adquira algumas garrafas.

 

Fonte: Vinhos e mais Vinhos

Levedura Encapsulada

 

É uma novidade biotecnológica que foi introduzida no Brasil com exclusividade pela Estrelas do Brasil na elaboração de seus espumantes pelo método clássico. A levedura encapsulada em alginato (polissacarídeo natural extraído de algas) é utilizada para a realização da segunda fermentação em garrafa, permitindo eliminar a etapa de “remuagem” na produção de espumantes pelo processo champenoise.

Após a introdução na garrafa, as leveduras desempenham sua atividade fermentativa dentro da cápsula, onde permanecem até serem retiradas da garrafa, com o simples ato de inversão da mesma sem turvar o líquido, seguido do degorgement.

Vantagens:

 ¨      Redução da mão-de-obra, tempo e espaço da cantina devido a eliminação da etapa de remuagem.

¨      Facilidade de uso comparado com o método tradicional, eliminando o fastidioso pé de cuba.

¨      Diminui o risco de contaminação microbiológica, oxidação da cor e de perda de aromas.

¨      Resposta rápida às necessidades do mercado e planejamento eficaz das expedições.

¨      Características organolépticas idênticas à fermentação com leveduras livres.

 

Estrelas do Brasil – A Alquimia do Espumante

Diversidade e ousadia, assim resumo o trabalho dos enólogos Irineo Dall’ Agnol e Alejandro Alberto Cardozo Rapetti, proprietários da vinícola Estrelas do Brasil, como alquimistas na busca de espumantes que fogem aos padrões mundiais de frescor, corpo leve, aromas cítricos e acidez mais elevada.

De pequena produção, com uvas procedentes de vinhedos próprios da cidade de Nova Prata – RS e vinificação em parceria com outra vinícola em Caxias do Sul, a Estrelas do Brasil não possui um local específico de visitação, sendo a comercialização de seus produtos realzada pelo site (www.estrelasdobrasil.com.br) e na residência de Irineo, nos finais de semana, aonde recebe turistas e enófilos.

Para os que estão distantes, o site é uma opção para fazer seus pedidos, porém, quem tiver a chance de visitar e comprar os produtos diretamente na casa de Irineo, conhecerá uma pessoa simples e com muito prazer em receber, e terá o privilégio de saborear vinhos e espumantes desfrutando de uma das mais belas vistas que conheci em minha vida.

Irineo mora no topo do Vale Aurora, contíguo ao Vale dos Vinhedos, na cidade de Bento Gonçalves – RS, no distrito de Faria Lemos, de onde se pode contemplar toda a beleza da região do quintal de sua casa ou do mirante que ele construiu para que os visitantes pudessem aproveitar o momento.
Sempre que estou faço fotos e envio para os amigos de todo o Brasil, e as que apresento aqui foram feitas quando levei meus parentes de Minas Gerais para conhecer Irineo. Percebam as mudanças constantes no cenário.

OS VINHOS E ESPUMANTES ESTRELAS DO BRASIL

Um rápido passeio pelo blog, em VINHO e VOCÊ E O VINHO, é  suficiente para se verificar que os vinhos e espumantes da Estrelas do Brasil fazem parte de meus momentos de degustação e de enófilos pelo Brasil. Os “enólogos alquimistas” Irineo e Alejandro buscam nos surpreender com vinhos e espumantes diferentes. Apesar da pequena produção, a diversidade de produtos impressiona, e na qualidade, sabores e aromas que conquistem enófilos à procura de algo novo.

Antes de abordarmos as maravilhosas “estrelinhas” borbulhantes, especialidade da Estrelas do Brasil (Irineo defende este lema, mas eu não acho que os vinhos ficam atrás), tratemos dos três vinhos tranquilos, os quais degusto periodicamente, o branco Fumé Blanc, e os tintos Superiore e DMD.

DMD Tinto Cabernet Sauvignon 2005

O  DMD Tinto Cabernet Sauvignon 2005 é outra inovação da Estrelas do Brasil. Produzido a partir da técnica de Dupla Maturação Direcionada, desenvolvida por Irineo Dal ‘ Agnol, que sobrematura  as uvas no próprio parreiral, este início de passificação das uvas resulta em um vinho potente, com elevada presença em boca. Dado o seu amadurecimento os taninos estão redondos, mas uma ótima acidez mantém sua vivacidade. Aromas de chocolate, café, frutas negras e secas, e o sabor marcante de um vinho complexo, equilibra a sensação de adocicado resultante das uvas passificadas. Irineo indica a aeração deste vinho por várias horas, com o que concordo, pois tive o prazer de degustar este vinho em diversas ocasiões, e a evolução com o contato com o oxigênio é incrível. Recomendo degustar este vinho com pratos fortes, temperados, ou com entradas gordurosas e até apimentadas, como um salaminho, uma copa ou um queijo curado. O seu forte corpo pode assustar quem não está acostumado com tamanha potência.

Fumé Blanc 2014

O Fumé Blanc 2014 é um ótimo começo para demonstrar o perfil inovador da Estrelas do Brasil. Eu adoro vinhos brancos, em especial os clássicos Sauvignon Blanc, que pelo seu frescor, dada a sua maior acidez e frutas cítricas em boca, coloração clara esverdeada, aromas de maracujá e abacaxi, combinam perfeitamente com a maravilhosa moqueca capixaba. Entretanto, neste exemplar com passagem por barril de carvalho, o frescor e leveza dão lugar a um vinho de corpo médio com sabor e aroma de compotas de frutas brancas maduras, nozes e baunilha, e uma coloração amarelo-ouro, alta persistência, harmonizando com pratos mais temperados e mais encorpados. Vinhos brancos também podem ser complexos!!!

SUPERIORE 2008

O SUPERIORE 2008, um corte de Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Tannat, impressiona pela evolução, apresentando aromas que variam de frutas pretas maduras a secas, herbáceo, pimenta do reino, café e chocolate. Apesar da idade, apresenta coloração rubi escura e taninos e acidez presentes, porém macios, que eleva a qualidade final do vinho, tornando-o gastronômico e complexo. Eu adoro degustar este vinho com aves rapidamente fritas e cozidas lentamente na panela, servidas com arroz ou massa.

Os Espumantes Estrelas do Brasil

Apresentar tantos espumantes não é fácil. Por isso vamos por partes. Os de corpo leve são os secos das uvas Prosecco, Chardonnay e Riesling Itálico. Pratos e entradas leves como canapés, damascos, frutas, em uma tarde com amigos caem bem com eles. Quem sabe substituem um chá ou café da tarde!!!?

Também de corpo leve, mas evidenciando a primeira novidade com borbulhas, o Nature Negro, um espumante da variedade Merlot, extremamente seco (conforme exige a classificação Nature), possui taninos agradáveis da maceração, e borbulhas que transformam um vinho tinto em uma experiência inusitada. Gosto de degustar este espumante com massas menos temperadas e entradas leves. É importante que o degustador esteja preparado para as novas sensações que este produto oferece, para que possa entende-lo plenamente. 

E as surpresas não param. Contrariando as definições clássicas de os espumantes serem degustados jovens, a Estrelas do Brasil oferece estes vinhos com as safras 2010 e 2007, pois infelizmente, o incrível Brut 2006 esgotou-se. É importante ressaltar que a primeira grande mudança na produção para que um espumante tenha a capacidade de amadurecer é partir de um vinho base (resultante da fermentação alcoólica e antes da segunda fermentação em garrafa) de qualidade e maior corpo, ao contrário do padrão de vinho jovem e leve, com acidez mais elevada por conta das uvas colhidas antes da plena maturação.

Os Brut Champagnoise Branco e Rosé 2010 e o Brut Branco 2007 tiveram a segunda fermentação em garrafa a partir da técnica de encapsulamento de leveduras colocadas na garrafa para a segunda fermentação, o que reduz o seu contato com o líquido, resultando em uma troca mais lenta de aromas e sabores. De colorações amarela-ouro e rosado vivo, mesclam frescor e boa acidez, característica dos espumantes jovens, com aromas e sabores complexos derivados do amadurecimento, o que possibilita ao enófilo experimentar sensações olfativas e organolépticas novas. Frutos do mar, carnes finas, feijoada, e uma série de outras iguariais podem ser desfrutadas com estes espumantes, versáteis na união de complexidade e leveza.

Encerramos esta viagem pelo mundo dos espumantes com o Nature Branco e o Nature Rosé 2007, dois vinhos que se colocam como desafio aos enófilos, pois exigem capacidade de análise e harmonização para que o resultado seja perfeito. Basta imaginarmos os aromas e sabores após 60 meses (cinco anos) de contato com as leveduras na garrafa após a segunda fermentação. O frescor, acidez e leveza dão lugar à untuosidade e volume que preenchem a boca, quase licorosos, apesar de zero açúcar, sabor de frutas maduras (brancas e vermelhas), e grande persistência de fundo de boca. No olfato, nozes, baunilha, pão, defumado, frutas secas (brancas e vermelhas) e especiarias que surgirão conforme a percepção do degustador. Na foto com Fernanda Alves, Cesar e Maria Pretto, e minha mãe, dona Boneca, a degustação do Nature Branco 2007 com camarão na moranga, um prato rico em temperos e requeijão, demonstra a capacidade de harmonização com comidas complexas. Neste mesmo jantar, foi aberto outro espumante brut jovem, do qual gostamos, mas que confrontado com o prato e o Nature 2007 se mostrou incapaz de competir, deixando para ser degustado após a refeição. E o Nature Rosé 2007 é um presente a ocasiões especiais, pois sua complexidade e elegância transformam qualquer momento em um evento. É simplesmente fantástico. 

Ao chegar ao fim desta matéria, fico feliz por mostrar aos amigos que acompanham a Adega do Chamon, a versatilidade do espumante fino do Brasil, que se coloca como uma realidade de sucesso para todos os estilos e gostos, dos apreciadores menos experientes aos especialistas.  Encerro nossa visita à Estrela do Brasil com algo que tenho pensado ultimamente: antes era status desvalorizar e denegrir o vinho brasileiro em detrimento do importado; hoje demonstra incompetência e desconhecimento.
Até nosso próximo encontro!!!

Fonte: Adega do Chamon